domingo, 26 de dezembro de 2010

Death


Tentando esquecer de respirar, quero me desprender do ar, mas tem uma força maior que sempre faz ele voltar, e continuo aqui, passando pelas mesmas coisas, sentindo as mesmas coisas novamente.
E fico imaginando a saída mais simples, já que não sou capaz de tentar a mais difícil, e por saídas fáceis acabo me prendendo ao medo da dor, mas esperando por ela, então chega fina, aos poucos, e a lentidão me faz pensar no que poderia ter sido, no que não foi e então vem um possível arrependimento, porém me arrependo em silêncio e ainda assim espero por ela.
Espero que ela venha e faça esquecer, me leve o mais longe daqui, já sinto a dor pouco forte, mas me assusta ao pensar nos próximos minutos.
Deito-me para esperar dormindo, como se ela me levasse sem precisar me acordar, que me faça dormi dali em diante, e o mais sarcástico é que quando abro os olhos de manhã ainda estou ali, e quando penso no que me faz abrir os olhos de manhã  passo por tudo outra vez até uma próxima tentativa de esquecer.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Silence


Ainda acordo pensando em você, todo mundo tem um ponto fraco, você é o meu.
Seu sorriso, você faz meu coração acelerar.
Eu estava ali o tempo todo, quando você achou que estava só, quando achou que ninguém te enxergava, sim eu falei: Oi
Mistério, eu tentava entender o que te assombrava. Você parecia tão mal.
Você me envolveu isso não foi bom, se eu soubesse que você diria não, que não tentaria dar uma chance a você comigo, eu tentaria não me envolver. Não procurar respostas no seu olhar.
Quando eu te vi sorrindo novamente, foi como se uma estrela cadente ouvisse um pedido.
Porque não pode ser realmente simples?
Antes, eu diria: Sempre tão áspero com palavras, não precisa ser assim, não precisa afastar as pessoas de você, não é tão ruim assim.
Te ajudei a mudar, a superar, quem sabe um dia você olhasse pra mim, mas você abriu à porta para outras pessoas entrarem, novos encontros, novos olhares, está iludido.
Que tendência ridícula. Ainda vamos nos reencontrar, quem sabe quando você superar a realidade novamente. Enquanto isso, eu vou superar a dor de perder você.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Memories

E ele segurou em minhas mãos tentando me sentir, então olhei fixamente em seus olhos até poder dizer tudo o que eu sentia, tentei, mas ainda sim senti medo. Seria o medo da rejeição?

E aquelas mãos firmes ainda procurando qualquer tentativa pra entender e então eu comecei a pensar no inicio, tentei passar tudo que eu sentia através daquele toque, e ao mesmo tempo procurei respostas, minha mão estava tão imóvel sob a dele, eu sentia o seu calor.

Tudo poderia ser tão diferente. Frustrações começaram a passar pela minha mente então o soltei e de certa forma eu bloqueava qualquer energia que ele tentara sentir.

Quando eu penso que já não posso voltar atrás, o nó em minha garganta provoca agonia.

Lamentação foi o que restou e não quero que novas feridas apareçam em você. O que posso esperar é você se realizar e ficar bem, seja de uma forma ou de outra.

Na esperança de me encontrar em outro alguém.

sábado, 23 de outubro de 2010

Insecurity


Abro a janela, no mesmo instante um vento frio sopra meus cabelos e secam minhas lágrimas, não sei onde encontrá-lo, mas vou em busca de soluções. Com os pés descalços começo a correr em direção do nada.

Quero gritar, mas o nó em minha garganta não permite, a agonia em meu peito me derruba em pranto.

Fico ali pensando como poderia ser diferente, sinto o calor das lágrimas escorrerem pela minha face e oro pra que isso seja apenas um pesadelo e que eu acorde logo.

Sento sob a areia úmida e levo a cabeça aos joelhos, tentando me convencer de que não é o fim, procurando me conformar de alguma forma.

Então olho o mar e fico ali na esperança que ele lave toda dor, toda insegurança e que o vento leve toda frustração.

Pensei que estava flutuando, mas caia a cada olhar.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

I'll be here, waiting?


Queima , dói, é intenso, profundo, não sei o que fazer, mas tenho vontade de gritar, será que você vai me ouvir?

Você poderia dizer sim, mas não, você não me sente, mas ainda me olha e procuro as respostas no seu olhar.

Não aceito me conformar de que você não vai ser meu, e te ver ir e não poder dizer nada é como se a esperança tivesse sido arrancada bruscamente de mim.

Não desmoronei, mas não me sinto segura aqui, você ainda está aqui, e quando for não sei se vou aguentar tão firme, tenho medo de cair.

Você está se envolvendo muito rápido, e isso não é bom, logo você verá que é apenas ilusão e não sei se ainda vou estar aqui quando você abrir os olhos. A ilusão pode machucar não te julgo por sonhar, mas sou sua realidade e pra você perceber isso terá que acordar.

Eu não sou capaz de superar a falta, o não te ter, mesmo que possam sentir por mim o que eu sinto por você, eu não conseguiria sentir por outro alguém o que sinto por você.

Desculpa, eu poderia ter mudado isso, eu tive sim chances de mudar isso, mas eu me perco no seu olhar e não consigo fugir dos questionamentos em minha mente.

Sem você minha mente se resume em: correr, acelerar, encontrar, sentir dor, você, eu, choro, desespero, gritos, você, você [...] Em querer você.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Insanidade

Vazio, é uma dor tão ridícula quanto à esperança de um dia ter você.

Eu sinto tudo que você precisa e nem mesmo assim você se da uma chance de recomeçar,

O que tanto procura?

Pessoas que simplesmente se foram e nem ao menos pensam em voltar?

Eu estou aqui agora, será que é mesmo preciso eu ir também para você me notar? Pois bem, já penso em desistir dessa excitação que me faz te desejar cada vez que olho em teus olhos, mas tenho medo de ir e não precisar voltar, te esquecer, mas se isso me faz bem e você não pode me proporcionar uma chance, que assim seja.

É ridículo eu te querer e não saber o que você realmente sente, porque você me confunde e quando penso que encontrei as respostas chego à conclusões dolorosas e tento não enxergar o obvio. Mas todo mundo pode ver, e te julgam, será mesmo que você é esse vilão?

Se ao menos você me desse à chance de saber, eu tentaria não me ferir, mas você me evita quando eu me aproximo.

E me confunde quando me afasto e você se aproxima.

Não sei o que sinto, mas sei que sinto e dói não poder te olhar, falar que te quero, é exatamente o medo do não, sua rejeição provoca sensações e inseguranças devastadoras, me fazem pirar nas perguntas, passo a madrugada em questionamentos, e é triste procurar o que falta.

Então prefiro ir, vou dar a alguém a chance que você não me deu de conquistar, de libertar, quem sabe até mesmo a chance de amar.

Se eu posso proporcionar algo tão mágico para alguém, por que não? Estarei proporcionando algo a mim mesma e isso pode ser bom.

O que não posso é esperar te ter, então estou puxando, eu estou empurrando, eu estou colocando-o para fora da minha mente.

sábado, 31 de julho de 2010

GOES TO BAILE DRAMA


O dia começou excitante, a vontade de colocar a mascara e ser quem eu quisesse ser tinha amanhecido comigo, levantei e me olhei no espelho, uma coisa me chamou atenção e me trouxe a raiva, em baixo de meus olhos estavam negros de passar noites e noites pensando no que ele estaria pensando, logo lembrei que isso não importava hoje, ninguém conseguiria ver esse detalhe, estaria escondido.

Lavei o rosto e segui o cheiro do café que vinha da cozinha, todos da casa estavam agitados, cada um com seus motivos. Lentamente cada um saiu da mesa me deixando com meus pensamentos, ninguém para trocar palavras, enquanto eu esperava a torrada, me vi sozinha por segundos.
Depois de tomar um café amargo, voltei para meu quarto e fique pensando como eu poderia escapar de um possível toque hoje à noite.Como uma justa troca pela madrugada não dormida, dormi a tarde inteira esperando que a noite viesse rápida, então ela veio para que eu pudesse sair.

Aquela excitação de hoje cedo desapareceu como se nada disso tivesse sentido, simplesmente desanimei, então procurei sair por ai,peguei a primeira camiseta que vi e um jeans, calcei uma rasteira qualquer sem ao menos ir ao espelho e olhar minha aparência.

Fui ao Studio, a banda acabara de tocar então fiquei na porta com alguns conhecidos,quando pelas circunstâncias ouço um ‘’psiu’’, olhei para trás e ‘’olha só quem está ali’’, vou falar com o amigo que acabara de me chamar e ao longo da conversa ele me lembrou das lamentáveis olheiras que ainda estavam ali, sai tão rápido de casa que nem às notei novamente.

Voltei e sentei, aquela sensação ruim e a impaciência me tomaram, foi quando falei que queria ir embora dali e eles logo me atenderam.

Eu não queria ir pra casa, não ainda, então fomos à casa de uma amiga, pedimos uma pizza e comemos, aquela sensação de insegurança passou por um longo momento enquanto estávamos todos ali, então o celular tocou e vários outros programas surgiram e não quero estar em nenhum lugar a não ser em casa.

Cheguei em casa e aquele alivio me toma, ainda da tempo de ir,mas eu definitivamente não vou, e fico ali teclando explicações para pessoas que também não foram.

O celular toca novamente, por um momento hesitei em atender, eram 01h06min, enfim eu atendo,é tarde demais.

Quando verifico as ligações, tem um correio de voz gravado, logo reconheço aquela voz,agora ásperas e um tanto agressivas, quase desesperadoras ‘’Eu procurei entre todos os olhares sob aquelas mascaras, e não encontrei o que mais me importava, fiquei perdido entre todas aquelas pessoas insignificantes, olhares que não tinham sentimento algum,então procurava o olhar mais excitante,aquele que tem vontade de viver,aquele olhar com duvidas e tão inocente e de repente não tão inocente,o que brilha,o que me encanta ,aquele que me traz milhares de sensações e sentimentos, procurei mas não encontrei,você simplesmente não estava ali.